Segue abaixo as correções enviadas por Manuel Lemos.
Super Obrigado!
elaspod
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“…
O meu interesse principal foi partilhar informação que inclusivamente pode mudar a vida de quem tem sites com potencial para rentabilizar.
Eu hoje vivo exclusivamente da receita publicitária do meu site e em breve vou expandir para oferecer serviços exclusivos a assinantes pagantes.
Uma grande parte da receita publicitária vem do AdSense. O restante vem de fora, quase sempre em cheque de banco norte-americano que é posto em cobrança no Banco do Brasil.
Inclusivamente, o saldo de pagamentos recebidos através do Paypal é
retirado em cheque do Citibank que eles me enviam quando solicito. Não
preciso ter conta em banco nos Estados Unidos nem recorrer a outros
intermediários. O caminho dos cheques do Paypal é o mesmo do AdSense e
de outros.
Se não fosse isto, o meu site seria inviável financeiramente e não me
poderia dedicar a tempo inteiro ao site como faço desde 2001. Isso para
mim é um grande privilégio, porque trabalho a tempo inteiro num projeto
pessoal, a partir de casa, sempre junto da minha família. Acredito que
muitos donos de sites desejem isso para eles, mas não sabem como tornar
realidade.
Como vocês mencionaram, há quem não queira partilhar este tipo de
informação que pode ser valiosas para outros. Porém, eu não me importo.
Eu também tive de aprender um dia e beneficiei e continuo a beneficiar
da ajuda de outros que não se importam em partilhar os seus conhecimentos.
O meu site principal é de conteúdo contribuído pelos usuários. Se não
fosse esse detalhe, o site não teria a visitação elevada que tem (cerca
3 milhões de páginas por mês).
Porém não é todo site de conteúdo contribuído que dá certo. Faz tempo
que a Internet não é mais para amadores. Existe uma grande quantidade de
fatores que podem fazer toda diferença. Porém não conheço nenhum curso
superior (ou de outro nível) que ensine como os sites podem ou não dar
certo.
Cobrar cheques vindos do exterior é apenas um detalhe de um problema a
resolver. Fazer o site crescer sozinho sem gastar um tostão em
publicidade (paga) e sem ter mais funcionários, tem toda uma ciência por
trás.
O que eu aprendi desde 1999 sobre isso é extenso. Daria até para
escrever um livro sobre o assunto. Mas eu também não escondo o que sei.
Acredito que quanto mais partilhar o que sei, mais estimulo outros a
partilharem outras coisas que até posso não saber mas podem me ser
?teis. Por isso partilho o que sei sem falso altruísmo.
No ano passado fui convidado pela SUCESU do Pará para dar umas palestras
num evento de software livre. Uma delas foi precisamente sobre este
assunto: desenvolvimento sustentável de sites, no caso para comunidade
de software livre, mas poderia ser para outro tipo de comunidade. Mais
tarde voltei a dar a mesma palestra no CONISLI 2005 (Congresso
Internacional de Software Livre) em São Paulo.
Os slides da palestra podem ser baixados aqui em PDF no site do ProPHP
(Grupo de Profissionais de PHP). Se lhe interessa, veja a apresentação
que diz “PHPClasses.org: desenvolvimento sustentável com SL (case)”
http://www.prophp.com.br/conisli.php
De resto gostaria de dar os parabéns pela determinação com que continuam
produzindo o vosso podcast. Sabendo que o podcast em si não vos gera
renda, compreendo como vos custa se dedicarem e oferecerem algo, que por
mais prazer que vos dê, está beneficiando muitos profissionais de
Internet que vos ouvem, passando muita informação que lhes pode ser
valiosa .
….”